A crise que assola o mundo hoje permeia praticamente todos os campos de atuação do ser humano. A ciência já explicou tanto, mas falhou tantas outras vezes. A religião sempre pareceu um porto seguro, hoje parece cheia de imposições anacrônicas. A escola, pobrezinha, mais perdida que cego em tiroteio, luta para não ser esmagada entre o celular e a wikipédia. A saúde não se decide entre a ciência e a religião, deixando-se a olhos vistos tender ora para o lobby de um, ora para o do outro. O Estado é outro que anda refém, às vezes de si mesmo, dos grilhões de seus antigos coronéis e seus contratos vitalícios, às vezes da mídia, que se auto-proclamou opinião pública, fazendo do povo gato e sapato da propaganda e às vezes, ainda, do mercado, que mais do que todos os outros, tem os meios para o poder volátil, mas extremamente convincente, de fazer todos os outros problemas parecerem flores num passe de mágica. No meio de tanta disputa pelo poder estão as vidas de 7 bilhões de seres humano estupefatos.
Nada parece realmente apaziguar o turbilhão que o capitalismo provocou quando decidiu irresponsavelmente destampar a represa dos desejos humanos em nome do dinheiro. Todas as respostas que a humanidade tem produzido parecem efêmeras e pouco convincentes. Diante de perspectivas cada vez menos esperançosas ficamos aqui, os 7 bilhões, com aquela saudade de algo que nunca existiu. É exatamente aqui que chegamos no encontro decisivo entre a ética aplicada e os defensores da moral e dos bons costumes. No mundo sempre houve "profissões" perversas, como a máfia, a prostituição, o crime organizado, o tráfico (de escravos, mulheres, armas, drogas, influência, etc.) cuja manutenção é supostamente essencial ao sistema, mas que com o passar dos anos tornaram-se máquinas obsoletas cujos espólios deixaram um rastro interminável de escombros e sobreviventes pelas metades.
Os sobreviventes deste sistema catastrófico são os mesmos que hoje clamam pela justiça, educação, saúde, religião, igualdade de direito, democracia, liberdade, etc., etc. e etc. A própria inclusão perversa tornou-se deslocada, visivelmente desnecessária e muito dispendiosa. Os 7 bilhões precisam de respostas inovadoras para seus novos problemas populacionais antes que o sistema venha a baixo. A violência crescente surge como sintoma social, como consequência de um sistema que sobrevive através da manutenção da ignorância do povo. Este sistema era funcional quando a população ainda não era tão numerosa e o trafego não era tão intenso.
Hoje tudo é visível e por mais que os governos continuem fazendo um grande esforço para manter a ignorância popular, o mundo da informação resvala pelas menores frestas como a luz do sol em casebre de pau-a-pique. A verdade que ouvimos é o ruído da falência deste sistema centralizado, quando a moralidade torna-se inconsistente e volátil diante das pressões reais e dinâmicas da sociedade, quando o líder torna-se humano e corruptível, quando a sociedade torna-se consciente de suas necessidades. Os tantos remendos feitos até então para disfarçar a quebra do contrato social, começam a perder a cola diante da informação acessível.
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| One Billion Rising - Movimento mundial pelo fim da violência contra a mulher |
Os sobreviventes deste sistema catastrófico são os mesmos que hoje clamam pela justiça, educação, saúde, religião, igualdade de direito, democracia, liberdade, etc., etc. e etc. A própria inclusão perversa tornou-se deslocada, visivelmente desnecessária e muito dispendiosa. Os 7 bilhões precisam de respostas inovadoras para seus novos problemas populacionais antes que o sistema venha a baixo. A violência crescente surge como sintoma social, como consequência de um sistema que sobrevive através da manutenção da ignorância do povo. Este sistema era funcional quando a população ainda não era tão numerosa e o trafego não era tão intenso.
Hoje tudo é visível e por mais que os governos continuem fazendo um grande esforço para manter a ignorância popular, o mundo da informação resvala pelas menores frestas como a luz do sol em casebre de pau-a-pique. A verdade que ouvimos é o ruído da falência deste sistema centralizado, quando a moralidade torna-se inconsistente e volátil diante das pressões reais e dinâmicas da sociedade, quando o líder torna-se humano e corruptível, quando a sociedade torna-se consciente de suas necessidades. Os tantos remendos feitos até então para disfarçar a quebra do contrato social, começam a perder a cola diante da informação acessível.
| Avós na luta por seus direitos - Protesto em Madrid contra as medidas de austeridade |
Um mundo cheio de reclamações
Um fator essencial para compreender as mudanças da última década é a crise de 2008. O sistema feudal dependente da servidão não foi superado pelo capitalismo; ele foi aprimorado. Hoje o servo não leva chicotadas e recebe salário, benefícios e direitos. Estava tudo muito bem até a crise, quando diversos governos deixaram de ser capazes de garantir a estabilidade econômica e a relação trabalho-salário-necessidade desandou. Aquele estado de conforto que nos prometeram não veio e o arrocho resvalou para muita gente. De 2008 para cá não parou de haver revolução, manifestação popular, queda de governo, revisão de leis... A todo instante encontramos uma notícia sobre algum escândalo, abuso de poder, corrupções, tráfico de influência, sempre tem algum figurão ao redor do mundo sendo pego com as calças na mão.
Aquela revolução que começou lá na Rússia e que foi tão combatida, embora tivesse alguns argumentos inegavelmente bons, acabou se alastrando pelo mundo a despeito da consciência que tivemos do fato. Hoje as organizações sindicais, por exemplo, já fizeram um trabalho tão amplo junto aos trabalhadores que é comum encontrar empregados que conhecem mais sobre seus direitos que os próprios patrões. As novas leis sobre os empregados domésticos, que tentam profissionalizar um dos últimos recônditos escravagistas da sociedade brasileira, são prova de que a teoria comunista teve aplicações inegáveis no caminhar da história. As classes trabalhadoras têm hoje uma organização enorme. E todos esses fatores contribuem juntos para essa sensação generalizada de que podia ser melhor.
Qualquer pessoa com que se converse, da zona rural à cracolândia, tem uma sugestão para dar ao governo, tem uma reclamação a fazer e algumas ideias, mesmo que vagas, de uma sociedade mais justa e igualitária. Este não é um sentimento inerente ao ser humano, é um sentimento social recente e crescente. A cada dia que passa mais uma pessoa acorda e pensa que o mundo poderia ser melhor e que ela poderia fazer algo que ainda não faz. De tanto reclamar a sociedade começa, pouco a pouco, a se auto-analisar, a se responsabilizar por si mesma, a perceber que algo precisa ser feito. Sem a crise de 2008 talvez esse sentimento não tivesse encontrado repercussão tão rápida entre os países "desenvolvidos". A crise levou para a Europa, o caldeirão cultural da humanidade, o mesmo sentimento que por tanto tempo foi imputado aos países "não-tão-desenvolvidos" e esse evento foi fundamental para dar fôlego à sociedade com repercussões ao redor do mundo todo, independente da cultura.
Pussy riots na Russia, Femme, movimentos pelo direito da mulher e do casamento gay na Europa, movimentos ateístas americanos, protestos anti-estupro na Índia e no Canadá, movimentos anti-corrupção no Brasil, primavera árabe, enfim, o mundo está fervilhando de novas ideias para melhorar a sociedade. E, ao mesmo tempo, está fervilhando de ideias para evitar que isso aconteça. Isso porque as pessoas que controlaram o mundo e o mantiveram desta maneira afim de manter-se sempre no poder são aquelas que têm os meios necessários para a mudança. Tais meios, bem distribuídos, poderiam mudar a realidade humana definitivamente. Mas essa lógica implica que quem tem muito e tem poder apenas porque tem muito, terá que ter menos para ter igual. O problema é que ele não sabe se poderá continuar poderoso quando não tiver mais o muito para garantir isso. As classes dominantes desconhecem outras possibilidades e estão presas em seu próprio vício por controle.
Enquanto o rico não se decide sobre distribuir seus acúmulos absurdos, a violência cresce, o desrespeito à vida aumenta, os abusos criados pela desigualdade começam a fugir do controle e a sociedade, sem outra saída, se fortalece como organismo vivo para sobreviver a tudo isso, abandonada por uns, enganada por outros, patrocinada por alguns e inspirada em seus próprios sonhos. Daqui para a frente só há mesmo uma solução capaz de apaziguar o povo: que aqueles tão prometidos ideias de liberdade, igualdade e fraternidade se tornem reais. Até lá minha previsão é de que teremos ondas e mais ondas de manifestações sobre os mais variados temas, nos mais variados círculos. Chegamos a um ponto de conscientização decisivo, mas há ainda um porém.
Quem dá o sangue por uma revolução não é quem aproveita seus louros. Na história tudo é muito devagar e o que pretendemos hoje talvez só se torne uma realidade daqui 200, 300 anos. Na verdade, como vimos acima, o que pretendemos hoje teve início nos nossos tataravós e até antes deles. Para desconstruir hábitos milenares, alguns séculos de esforço não é pedir muito. É aqui que entra um fator importante dos dias de hoje: o imediatismo. Sem desenvolvermos uma coletividade forte e consciente de que a construção é demorada, tendemos a perder força conforme o tempo passa.
Hoje tudo é para ontem. O tempo não pára, o tempo é dinheiro, damos a volta ao mundo sem sair do lugar, mas fomos todos ficando muito acomodados. Queremos soluções imediatas para problemas que se acumularam por séculos. Sentimos que pode ser melhor, então queremos o melhor agora, mesmo que não haja qualquer estrutura. Construções sem estrutura desabam na primeira chuva e nossos parcos recursos não podem ser desperdiçados em leviandades. O que estamos construindo é uma ideia de bem-estar que lei após lei, medida após medida, tropeço após tropeço, irá atravessar as sociedades humanas e nos integrar todos em torno do bem comum. Esse tipo de mudança não vem da noite para o dia, não surge de um plano pronto, de um passo-a-passo já existente. Mudanças assim são graduais e dependem de uma vida inteira de dedicação, de muitos erros e acertos, de passos para a frente e para trás.
Um jovem de 20 anos que se manifesta hoje por uma educação de qualidade, não terá ele mesmo essa educação. Ele precisará se dedicar depois de formado, terá que educar ele mesmo seus filhos, terá que mudar o pensamento de sua família, seus vizinhos, os professores de seus filhos. Talvez ele tenha que se meter até na educação de seus netos! É um esforço continuo até que a cultura mude e a maioria das pessoas se torne engajada neste mesmo ideal. Quem luta pela saúde pública precisa levar seu ideal a classes que muitas vezes parecem não ter nada a ver com saúde. Precisa ensinar à população carente sobre higiene, medicina preventiva, vacinação, controle de natalidade, planejamento familiar, saneamento básico. Nenhuma luta é tão pontual quanto parece. Todos os movimentos sociais, todas as bandeiras que as pessoas ao redor do globo têm levantado fazem parte de uma só luta: uma luta pelo bem-estar de todos os povos, de todas as pessoas, igualmente.
Há muito trabalho a ser feito e muita gente trabalhando. Mas é preciso enfatizar que tais conquistas não serão plenamente nossas e que talvez nunca saibamos o que foi feito com esses ideais. Essa é uma luta da humanidade e os ideais a que me refiro não são fixos, nem sempre são claros e, por vezes, parecem até contraditórios, mas é porque não são ideais de um grande líder que subiu em algum palanque e convenceu o povo de que sua ideia é a melhor ideia. Os ideais pelos quais lutamos fazem parte do mosaico de sonhos de 7 bilhões de seres humanos submetidos a climas, solos, culturas, histórias e outras tantas nuances diferentes. O que podemos visualizar com precisão hoje é que já existem muitas pessoas interessadas e outras tantas ativamente engajadas na construção deste novo mundo. Agora precisamos ter fé no ser humano e seguir sempre em frente, nos reavaliando a cada instante, aprendendo e ensinando sem parar, construindo sempre as fundações daquilo que um dia teremos orgulho de chamar de civilização humana. E você, como tem nos ajudado?
Aquela revolução que começou lá na Rússia e que foi tão combatida, embora tivesse alguns argumentos inegavelmente bons, acabou se alastrando pelo mundo a despeito da consciência que tivemos do fato. Hoje as organizações sindicais, por exemplo, já fizeram um trabalho tão amplo junto aos trabalhadores que é comum encontrar empregados que conhecem mais sobre seus direitos que os próprios patrões. As novas leis sobre os empregados domésticos, que tentam profissionalizar um dos últimos recônditos escravagistas da sociedade brasileira, são prova de que a teoria comunista teve aplicações inegáveis no caminhar da história. As classes trabalhadoras têm hoje uma organização enorme. E todos esses fatores contribuem juntos para essa sensação generalizada de que podia ser melhor.
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| Mulheres afegãs protestam contra ocupação americana |
Qualquer pessoa com que se converse, da zona rural à cracolândia, tem uma sugestão para dar ao governo, tem uma reclamação a fazer e algumas ideias, mesmo que vagas, de uma sociedade mais justa e igualitária. Este não é um sentimento inerente ao ser humano, é um sentimento social recente e crescente. A cada dia que passa mais uma pessoa acorda e pensa que o mundo poderia ser melhor e que ela poderia fazer algo que ainda não faz. De tanto reclamar a sociedade começa, pouco a pouco, a se auto-analisar, a se responsabilizar por si mesma, a perceber que algo precisa ser feito. Sem a crise de 2008 talvez esse sentimento não tivesse encontrado repercussão tão rápida entre os países "desenvolvidos". A crise levou para a Europa, o caldeirão cultural da humanidade, o mesmo sentimento que por tanto tempo foi imputado aos países "não-tão-desenvolvidos" e esse evento foi fundamental para dar fôlego à sociedade com repercussões ao redor do mundo todo, independente da cultura.
Pussy riots na Russia, Femme, movimentos pelo direito da mulher e do casamento gay na Europa, movimentos ateístas americanos, protestos anti-estupro na Índia e no Canadá, movimentos anti-corrupção no Brasil, primavera árabe, enfim, o mundo está fervilhando de novas ideias para melhorar a sociedade. E, ao mesmo tempo, está fervilhando de ideias para evitar que isso aconteça. Isso porque as pessoas que controlaram o mundo e o mantiveram desta maneira afim de manter-se sempre no poder são aquelas que têm os meios necessários para a mudança. Tais meios, bem distribuídos, poderiam mudar a realidade humana definitivamente. Mas essa lógica implica que quem tem muito e tem poder apenas porque tem muito, terá que ter menos para ter igual. O problema é que ele não sabe se poderá continuar poderoso quando não tiver mais o muito para garantir isso. As classes dominantes desconhecem outras possibilidades e estão presas em seu próprio vício por controle.
Enquanto o rico não se decide sobre distribuir seus acúmulos absurdos, a violência cresce, o desrespeito à vida aumenta, os abusos criados pela desigualdade começam a fugir do controle e a sociedade, sem outra saída, se fortalece como organismo vivo para sobreviver a tudo isso, abandonada por uns, enganada por outros, patrocinada por alguns e inspirada em seus próprios sonhos. Daqui para a frente só há mesmo uma solução capaz de apaziguar o povo: que aqueles tão prometidos ideias de liberdade, igualdade e fraternidade se tornem reais. Até lá minha previsão é de que teremos ondas e mais ondas de manifestações sobre os mais variados temas, nos mais variados círculos. Chegamos a um ponto de conscientização decisivo, mas há ainda um porém.
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| Manifestação contra o aumento no valor da matrículas em universidades do Canadá |
Imediatismo versus história
Quem dá o sangue por uma revolução não é quem aproveita seus louros. Na história tudo é muito devagar e o que pretendemos hoje talvez só se torne uma realidade daqui 200, 300 anos. Na verdade, como vimos acima, o que pretendemos hoje teve início nos nossos tataravós e até antes deles. Para desconstruir hábitos milenares, alguns séculos de esforço não é pedir muito. É aqui que entra um fator importante dos dias de hoje: o imediatismo. Sem desenvolvermos uma coletividade forte e consciente de que a construção é demorada, tendemos a perder força conforme o tempo passa.
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| Abolição da escravatura - 1888 |
Hoje tudo é para ontem. O tempo não pára, o tempo é dinheiro, damos a volta ao mundo sem sair do lugar, mas fomos todos ficando muito acomodados. Queremos soluções imediatas para problemas que se acumularam por séculos. Sentimos que pode ser melhor, então queremos o melhor agora, mesmo que não haja qualquer estrutura. Construções sem estrutura desabam na primeira chuva e nossos parcos recursos não podem ser desperdiçados em leviandades. O que estamos construindo é uma ideia de bem-estar que lei após lei, medida após medida, tropeço após tropeço, irá atravessar as sociedades humanas e nos integrar todos em torno do bem comum. Esse tipo de mudança não vem da noite para o dia, não surge de um plano pronto, de um passo-a-passo já existente. Mudanças assim são graduais e dependem de uma vida inteira de dedicação, de muitos erros e acertos, de passos para a frente e para trás.
Um jovem de 20 anos que se manifesta hoje por uma educação de qualidade, não terá ele mesmo essa educação. Ele precisará se dedicar depois de formado, terá que educar ele mesmo seus filhos, terá que mudar o pensamento de sua família, seus vizinhos, os professores de seus filhos. Talvez ele tenha que se meter até na educação de seus netos! É um esforço continuo até que a cultura mude e a maioria das pessoas se torne engajada neste mesmo ideal. Quem luta pela saúde pública precisa levar seu ideal a classes que muitas vezes parecem não ter nada a ver com saúde. Precisa ensinar à população carente sobre higiene, medicina preventiva, vacinação, controle de natalidade, planejamento familiar, saneamento básico. Nenhuma luta é tão pontual quanto parece. Todos os movimentos sociais, todas as bandeiras que as pessoas ao redor do globo têm levantado fazem parte de uma só luta: uma luta pelo bem-estar de todos os povos, de todas as pessoas, igualmente.
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| Dia do Basta - Movimento contra a corrupção no Brasil |
Há muito trabalho a ser feito e muita gente trabalhando. Mas é preciso enfatizar que tais conquistas não serão plenamente nossas e que talvez nunca saibamos o que foi feito com esses ideais. Essa é uma luta da humanidade e os ideais a que me refiro não são fixos, nem sempre são claros e, por vezes, parecem até contraditórios, mas é porque não são ideais de um grande líder que subiu em algum palanque e convenceu o povo de que sua ideia é a melhor ideia. Os ideais pelos quais lutamos fazem parte do mosaico de sonhos de 7 bilhões de seres humanos submetidos a climas, solos, culturas, histórias e outras tantas nuances diferentes. O que podemos visualizar com precisão hoje é que já existem muitas pessoas interessadas e outras tantas ativamente engajadas na construção deste novo mundo. Agora precisamos ter fé no ser humano e seguir sempre em frente, nos reavaliando a cada instante, aprendendo e ensinando sem parar, construindo sempre as fundações daquilo que um dia teremos orgulho de chamar de civilização humana. E você, como tem nos ajudado?





