Esta é a proposta de Albert Camus, escritor argelino amigo e aluno de Sartre, em seu livro "A peste". Fazer o bem pelo bem, a despeito de não haver nada a ganhar com isso. Sem recompensas póstumas. A ética por seu sentido último, a empatia. Um outro livro do mesmo autor, "A queda", desenvolve no sentido pessoal o que "A peste" trata no âmbito social, respaldando a afirmação de Tarrou (personagem da Peste) de que é preciso ser santo sem deus. Já ouvi todo tipo de análise idiota sobre estes livros tão incompreendidos. Psicanalistas adoram falar bobagem sobre "a queda", mas a verdade é que Camus não podia ter escolhido um estilo literário mais, anh... Como vou dizer... Incômodo? Depois de escrever "O estrangeiro" e "A peste", Camus se deita a dialogar com o leitor. Assim, safadamente. Ele te deixa lá, naquele bar escuro de Amsterdã, capítulo após capítulo, sozinho, confuso, angustiado em meio a expressões tão densas do...
assim reescrevemos nossas Histórias