Definição:
Pergaminho ou, mais raramente,
papiro cujo texto original foi apagado para dar lugar a outro texto
(CAMPOS : 228). Manuscrito cujo texto original foi apagado, recebendo a
seguir uma nova escrita (RUIZ GARCÍA : 385). Diz-se dos manuscritos cujo
texto primitivo foi cancelado e que depois recebeu uma nova escrita
(RUIZ GARCÍA : 376). Manuscrito escrito sobre escritura primitiva
indicando um novo uso do pergaminho com a adoção de novos caracteres; os
palimpsestos datam sobretudo do período que compreende o século VII e o
XII, quando o pergaminho era extremamente raro (ROUVEYRE, 10 : 154).
Durante a Idade Média (especialmente nos séculos VII a X), devido à
escassez de pergaminho e ao auge que a cópia de obras havia adquirido,
os códices antigos (em especial os dos séculos IV, V e VI) eram apagados
e reutilizados em novas cópias de obras. Tais códices recebiam, por
isso, o nome de “códices rescripti” ou “palimpsestos”, palavra que
significa “raspado de novo”. A aparição do papel na Europa (Jativa,
1150) permitiu conservar muitos códices. O conhecimento de palimpsestos
se deve principalmente ao cardeal Angelo Mai (1782-1854), da Biblioteca
Ambrosiana, que após amplos estudos restabeleceu o texto de fragmentos
de importância histórica (MARTÍNEZ DE SOUSA : 55, 57-58).
Fonte: PINHEIRO, Ana Virgínia. Glossário de codicologia e documentação. Anais da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, v. 115, p. 186, 1998.
Apresentação do blog:
Nascido de profundas raízes retóricas, é sustentado por tronco de filosofia do qual extendem-se folhagens verde-sarcástico a vermelho-irônico numa frondosa copa cheia de polêmica e salpicada de flores metafóricas.
Deletitius: assim reescrevemos nossas Histórias.
Entrem e fiquem à vontade para vasculhar.

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